O contexto
Clínica de fisioterapia com quatro profissionais. O paciente sai da sessão com uma folha impressa de exercícios para fazer em casa e, na semana seguinte, admite que fez dois dias.
Projeto autoral, construído a partir de relatos de fisioterapeutas sobre adesão fora da clínica.
O problema real
A folha impressa não falha por falta de informação. Falha porque exige que o paciente lembre, interprete e se organize sozinho, três coisas que ele já não estava fazendo bem quando se machucou.
E o profissional não descobre o abandono até a consulta seguinte, quando já perdeu uma semana de tratamento.
As decisões
O roteiro do dia cabe em uma tela. Nada de biblioteca de exercícios navegável. O paciente abre e vê apenas o que precisa fazer hoje, na ordem, com o tempo de cada série.
Registro é um toque, não um formulário. Ao fim de cada exercício, três opções: fiz, fiz com dor, não consegui. Qualquer campo a mais reduz o registro, e registro incompleto vale menos que registro grosseiro.
A clínica recebe sinal, não relatório. O painel do fisioterapeuta mostra quem parou de registrar há mais de dois dias. Essa é a informação que muda uma conduta.
O que foi descartado
Vídeo demonstrativo dentro do aplicativo. Encarece a produção, pesa o carregamento e duplica o que o fisioterapeuta já ensinou presencialmente. Ficou uma ilustração estática por exercício e um campo de observação escrito pelo profissional.
Gamificação com pontos e sequência de dias também saiu. Tratamento com dor não combina com competição, e a sensação de falhar em um jogo tende a afastar quem já está desanimado.
O resultado
Um roteiro diário que leva menos de dez segundos para ser aberto e registrado, e um painel que responde a uma pergunta só: quem está sumindo.
